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Que futuro queremos?

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Quem somos nós?

Título Original: What the Bleep do we Know!?
Ano: 2004
Direção: William Arntz, Betsy Chasse, Mark Vicente
Roteiro: William Arntz, Matthew Hoffman, Betsy Chasse, Mark Vicente
Elenco: Marlee Matlin (Amanda), Elaine Hendrix (Jennifer), Barry Newman (Frank), Robert Bailey (Reggie), John Ross Bowie (Elliot), Robert Blanche (Bob)
Físicos: William A. Tiller, Ph.D, Amit Goswami, Ph.D., John Hagelin, Ph.D., Fred Alan Wolf, Ph.D.
David Albert, Ph.D.
Neurologistas, anestesiologistas e médicos: Dr. Masaru Emoto , Stuart Hameroff M.D., Dr. Jeffrey Satinover, Andrew B. Newberg, M.D., Dr. Daniel Monti, Dr. Joseph Dispenza
Biologia Molecular: Dr. Candace Pert
Professores espirituais, místicos e filósofos: JZ Knight fala como Ramtha, Dr. Miceal Ledwith
Países de Origem: Estados Unidos
Gênero: Documentário e ficção


FILME COMPLETO AQUI


Capra e a rede da vida

O físico, ecologista e educador ambiental Fritjof Capra, em entrevista para a Globo News em 2012, fala sobre sustentabilidade, modelo de desenvolvimento da sociedade atual, seu modo pessoal de viver num mundo altamente tecnológico sem se perder, sociedade civil, experiências em educação ambiental, dentre outros assuntos interessantes.

Ecovila Matavenero (Espanha), por Kevin Faingnaert

Me admira a engenhosidade construtiva totalmente alternativa e reciclada produzidas pelos moradores da ecovila espanhola Matavenero, também a serenidade e originalidade presente em suas vidas, traduzidas pelas lentes do fotógrafo Kevin Faingnaert.



















Fonte:http://misturaurbana.com/2015/06/serie-retrata-vida-em-uma-ecovila-na-espanha/

Pequeno manual do projeto sustentável - Françoise-Hélène Jourda



“Este livro pretende orientar a elaboração de projetos de arquitetura e urbanismo a partir da perspectiva da sustentabilidade ambiental de um modo sintético e prático. Por meio de 69 perguntas e respostas relacionadas à implantação, ao programa de necessidades e às diferentes fases do projeto arquitetônico, o livro apresenta os aspectos essenciais para que o projeto final responda de forma eficiente aos princípios básicos da sustentabilidade. Tanto os profissionais como os estudantes encontrarão uma orientação prática de grande utilidade para o desenvolvimento de seu trabalho desde os primeiros estudos de implantação até a escolha dos materiais.”

Fonte: http://ggili.com/es/tienda/productos/pequeno-manual-do-projeto-sustentavel#






A lenda do surgimento da permacultura



"Quando chegou o fim de tarde desmontaram os *Yurts, carregaram os camelos com os mantimentos e seguiram viagem. Viajavam por um lugar que lhes confesso, não sei onde fica. Mas que se parece com o Rio Grande de outrora, quando as temperaturas eram mais quentes e os ventos mais secos. Eram haussás, mameluques e mongóis, eram uma caravana de fugitivos. Todos eles estavam sendo perseguidos pelo xeque da região. Eram acusados de não pagar impostos, de logro e de roubo. Eram julgados por seus costumes diferentes, eram vistos como bruxos. Quando a lua se fez nova, encontraram um lugar para montar acampamento, onde as crianças pudessem descansar, as mulheres preparar a comida, os homem se distraírem e os animais beberem água. Estavam em um pequeno oásis em meio ao deserto. Enquanto montavam as fundações e erguiam as lonas, um viajante do deserto se aproxima sozinho na noite, trazendo uma mensagem: 

- O Xeque do norte está vindo com seu exército nessa direção e deverá chegar aqui no período de uma lua. Aqueles que forem foras-da-lei devem partir depressa, se não desejarem ser encontrados.

A notícia criou discordância na tribo. Alguns afirmavam que era necessário partir, no entanto a maioria sabia que uma viagem as pressas pelo deserto iria trazer graves conseqüências. Para resolver a discórdia fizeram uma grande reunião naquela noite. Após muita discussão, um ancião tomou a palavra. 

- Meus amigos, minhas amigas, meus familiares. Nós somos filhos do deserto, somo nômades por natureza. Há incontáveis gerações nossas linhagens sobrevivem neste deserto impetuoso. Não cometamos o erro de subestimá-lo em uma viagem que não temos condições de fazer…

 Neste momento o ancião foi interrompido por alguns murmúrios de desaprovação, mas novamente se impôs: 

- Nós somos perseguidos porque somos diferentes, porque não marchamos ao som do mesmo tambor que o inimigo, porque preferimos nos guiar pela batida do coração, pelo som do vento, pelos ciclos da lua. Não precisamos fugir, eu lhes digo, filhos do deserto – vamos parar de fugir, vamos enganá-los. 
- Como? Como? – Muitos perguntaram. – É impossível! – Alguns ainda disseram. 

O ancião ergueu seus braços para que todos silenciassem e começou a explicar seu plano. Durante 28 dias, isto é, até a próxima lua, eles iriam trabalhar arduamente para construir uma cidade no oásis, e então, quando o exército do Xeque chegasse não iria reconhecê-los como nômades fugitivos, mas sim, como aldeões ou camponeses. Para construir precisavam ser rápidos, por isso usaram apenas o que o que o oásis oferecia: bambus, lonas, cordas e barro. É impressionante como estes simples materiais se transformam em eficientes e belas construções. O trabalho era árduo, e só podia ser realizado a noite devido ao clima do deserto, mas por outro lado, fez com que todos da tribo se unissem em um único propósito. Alguns descobriram que eram artesãos natos ao trabalhar com bambu, outros que eram escultores ao trabalhar com barro. Mas o que mais chamava atenção é que todos construíram juntos. E construindo juntos, perceberam que era possível cultivar a terra fértil do oásis. Parece que em certo ponto podiam saber um, o que o outro estava pensando, e assim trabalharam, construíram e plantaram. Certa noite o céu ficou completo em noite de lua cheia e então tudo floresceu, a própria lua queria o crescimento das plantas. No entanto, até a sombra da lua passando devagar pelas areias frias da noite, lentamente minguava anunciando o fim do prazo. Na terceira noite de lua cheia, realizaram uma grande festa, o trabalho estava completo. A construção que trouxera harmonia entre as famílias, também harmonizou a caravana com a natureza do local, despertando os olhos de todos, cada homem, mulher, criança e velho para as verdadeiras necessidades da vida. Contudo, o exército devia chegar a qualquer momento. E assim aconteceu, no entardecer do dia que sucedeu a festa. 

- Este povoado não deveria existir aqui! Quem são vocês e de onde vêm? – Gritou o porta-voz do xeque às portas da cidade. O ancião aproximou-se dele e respondeu:

- Nós somos Celtas, e como podes ver, não viemos de lugar nenhum. Estamos aqui desde que nossos ancestrais descobriram esta terra tão generosa. Se quiserem, temos muitas iguarias para trocar.

- No entanto, se vivem nestas terras, devem pagar impostos ao xeque a quem elas pertencem. – Indagou o porta-vóz.

- Nós pagamos impostos ao xeque do sul. Se é de seu interesse discutir a quem pagamos nossos tributos sugiro que vá conversar com ele. Está acampado a poucos dias de viagem daqui. – Retrucou o ancião. O porta-voz ordenou a alguns homens que inspecionassem a cidade. Enquanto isso ele iria pessoalmente informar seu xeque sobre a situação da tribo. 

-… Eu não confiaria neles meu senhor. – Continuou o porta-voz.

- Não há mais o que discutir! Os soldados já inspecionaram tudo, a cidade tem estrutura de quem já vive aqui há gerações, além disso, não tenho o menor interesse em provocar o xeque do sul. Este povoado não vale isso. Assim, naquele entardecer o exército do xeque do norte tornou-se uma sombra em meio as areias do deserto. Partiram, é claro, não sem antes realizarem um escambo com a tribo."

(Yurt: tenda ou cabana usada tradicionalmente pelos pastores mongóis.)


Fonte:http://agenciapulp.com/wp_rastro/28-dias-a-lenda-do-surgimento-da-permacultura/

Importando-se com o que é invisível

Edson Hiroshi da Ecovila Clareando (São Paulo) comenta de forma descontraída, sua visão sobre a crise hídrica e a necessidade de conscientização das pessoas com relação aos recursos naturais do nosso planeta.


Refugiados

*Angelina Jolie em visita a refugiados sírios e iraquianos em janeiro de 2015

Angelina Jolie, enviada especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR)
Arminka Helic, ex-refugiada da guerra na Bósnia-Hezergovina (1990)

"Em nenhum momento na história recente tem havido uma maior necessidade de liderança para lidar com as consequências e as causas da crise global dos refugiados.

Nada traz para casa esta verdade mais do que a visão de filas de refugiados que marcham através das fronteiras europeias, de países como o Iraque, Afeganistão e Síria. O conflito na Síria criou uma onda de sofrimento humano que tem implementado em toda a região e já atingiu as costas da Europa. Sírios fogem de bombas, armas químicas, violações e massacres. Seu país tornou-se um campo de matança. (...)

Ao longo das últimas semanas, temos visto muitos pessoas públicas e um número crescente de líderes políticos tomar uma posição moral, grupos de refugiados sendo bem-vindos, e novos compromissos de assistência feitos. Pela primeira vez em anos, os refugiados estão sendo notícia e estão na vanguarda do debate.

Precisamos construir sobre isso e torná-lo um ponto de viragem na compreensão não apenas do conflito na Síria, mas da crise global das pessoas refugiadas. Ela nos obriga a usar não apenas os nossos corações, mas também as nossas cabeças e não apenas auxílio, mas também a diplomacia, e de concentrar os nossos esforços não apenas este ano, mas para os próximos anos.

Temos de enfrentar algumas verdades duras. A primeira é que a responsabilidade de ajudar não é determinada pelos limites geográficos, mas por respeito pelos direitos humanos universais e valores. Ele transcende religião, cultura e etnia. Não devemos estar chegando no menor denominador comum em nossa resposta à crise dos refugiados, mas num esforço de viver de acordo com nossos ideais mais elevados. Todos os países do mundo, não apenas na Europa, devem ser uma parte da solução.

Em segundo lugar, não há dúvida de que a escala do fluxo de refugiados para a Europa coloca desafios políticos, sociais, econômicos e de segurança para os países da UE. (...) Isto coloca uma responsabilidade especial sobre os governos para encontrar os recursos para lidar com as implicações nacionais e para ajudar os refugiados a se integrar. (...) Cada país e cada governo, precisa ter um plano claro para satisfazer as suas obrigações internacionais e equilibrar as necessidades dos seus cidadãos.

Em terceiro lugar, neste momento de emergência, devemos estar conscientes da distinção entre migrantes econômicos, que estão tentando escapar da pobreza extrema, e refugiados que fogem de ameaças imediatas para as suas vidas. Todas as pessoas em movimento nestas circunstâncias trágicas devem ter seus direitos humanos e dignidade respeitada e suas necessidades compreendidas e tratadas. Nós não devemos estigmatizar alguém por aspirar uma vida melhor. Mas os refugiados enfrentam uma necessidade imediata de serem salvos da perseguição e morte e os seus direitos são definidos pelo direito internacional. É por isso que a recepção eficaz e rastreio são tão importantes, para permitir que os pedidos sejam analisados ​​e a proteção concedida a quem precisa.

Além disso, por mais que acolhermos os refugiados, o problema vai crescer desde que o conflito na Síria continue (...) temos de encontrar uma rota diplomática para acabar com o conflito. É impressionante que, desde o início da guerra na Síria, o Conselho de Segurança das Nações Unidas ainda tem que visitar a região, o que muitos de nós veria como um ponto de partida essencial para a diplomacia. A iniciativa de paz que começou em Genebra, há quatro anos se esgotou, e a energia com que as negociações nucleares iranianas foram conduzidas falhou até agora ao se materializar para a Síria.

Finalmente, devemos ver isso pelo que ela é - parte de uma crise mais ampla da governança global. Nos últimos 10 anos o número de pessoas deslocadas à força em todo o mundo dobrou para 60 milhões. É insustentável e além do que organizações humanitárias internacionais podem gerenciar. É impulsionada por uma falha sistêmica para resolver conflitos. Nada nos diz mais sobre o estado do mundo do que o movimento de pessoas através das fronteiras. É hora de olhar para soluções de longo prazo e reconhecer que os governos, e não os refugiados, tem que dar a resposta.

Esta não é a primeira crise de refugiados que temos enfrentado, e nem será a última. Da Europa para a América, nossos países são construídos em parte de uma tradição de ajudar os refugiados, desde o resquício da II Guerra Mundial até o conflito dos Balcãs dos anos 1990. A maneira como reagirmos agora irá confirmar que tipo de países que somos. a profundidade da nossa humanidade e da força das nossas democracias."

Adaptado de The Times

Fonte do texto original: http://www.theaustralian.com.au/news/world/angelina-jolie-pitt-says-refugee-crisis-is-not-just-europes-problem/story-fnb64oi6-1227516425535?sv=9df1bf725a7bfeba237abfd5ac5db2b9

A História dos Eletrônicos

   
   O vídeo “A história dos eletrônicos” apresenta de forma objetiva como os eletrônicos estão a cada dia mais presente no cotidiano, o quanto sua produção é ineficiente e a necessidade de mudar esse processo.

   Dentro do sistema capitalista, sustentado pelo consumo indiscriminado de produtos, não apenas os eletrônicos, mas praticamente todos os produtos são feitos priorizando apenas o lucro e deixando de lado os custos humanos e ambientais envolvidos nesse processo. Essa produção é feita seguindo a lógica de “projetar para o lixo” e usando os recursos naturais de maneira ilimitada. Dessa forma, a cada ano 25 milhões de toneladas de lixo eletrônico são produzidos e exportados para países em desenvolvimento. Todo o processo de produção, consumo e descarte são tóxicos e insustentáveis. Nem mesmo a reciclagem é sustentável, pois é feita apenas através do aproveitamento dos metais presentes nesses produtos. As partes plásticas recebem o mesmo fim de outros: incineração ou depósito de lixo.

   O consumo de eletrônicos se acentua cada vez mais não só por questões estéticas, mas pela falta de durabilidade dos produtos e a dificuldade em conseguir reparos e manutenções, fatores que estão inseridos propositalmente na lógica de produção para o consumo e descarte. O resultado do consumo desenfreado é a exploração cada vez maior de recursos naturais, o desequilíbrio e destruição de ambientes naturais, ou seja, todos esses processos contribuem para que se tenha uma qualidade de vida cada vez menor nas cidades e uma dificuldade cada vez maior na gestão desses resíduos, por conta da velocidade e quantidade de descartes. Além da questão ambiental, as pessoas estão cada vez mais expostas aos tóxicos e vulneráveis a contaminações, não só aquelas que trabalham na produção dos eletrônicos, mas também seus usuários.

   Os processos que envolvem os eletrônicos continuarão trazendo prejuízos ambientais, econômicos e sociais para as cidades enquanto continuarem a fazer parte da lógica capitalista (extrair, produzir, consumir e descartar). É preciso projetar produtos para durar e repensar todos os processos envolvidos, adaptando-os para uma lógica sustentável.

UM MUNDO SEM CRESCIMENTO

Sobre o Artigo "Um mundo sem crescimento"

KEMPF, Hervé. Un monde sans croissance. L’atlas des utopies. 200 Cartes. 25 Siècles d’Histoire. Le Monde, Hors Série, Paris, v.24, n.1, p.116 – 117, out/2012.


      São muitas as discussões em torno dos destinos da economia, do processo de globalização e dos problemas ambientais atuais. O artigo “Um mundo sem crescimento” da revista francesa L’Atlas des Utopies (publicação de outubro de 2012), traz a visão dos críticos Jean Badrey, Mathilde Szuba, Pierre Larrouturou, Didier Harnagès e outros sobre esses assuntos.

      Um mundo sem crescimento é uma utopia? Segundo os críticos do crescimento não é. Na verdade aqueles que ainda acreditam que o crescimento ainda acontecerá por um logo período é que são os útopicos, pois o crescimento vai parar devido ao fim dos recursos e o aumento da poluição ambiental. Dessa maneira, o crescimento do mundo, com o auge do petróleo e as mudanças climáticas materializará limites visíveis. Para Didier Harpagès, um mundo sem crescimento seria um mundo sem petróleo, ou onde este fosse terrivelmente caro.

     Segundo os críticos do crescimento, o crescimento nos países ricos não deve parar daqui a vinte ou trinta anos, e sim agora. Segundo eles a economia estará sujeita a restrições sociais e ambientais, não funcionando mais separadamente, como ocorreu. Apesar disso, é possível sim ter boa qualidade de vida dentro desse contexto.

   Segundo Selon Pascal da Costa (professor de economia da École centrale Paris): a única possibilidade de crescimento a longo prazo envolve um processo de desmaterialização da economia, ou seja, os recursos são substituídos (os não renováveis pelos renováveis), onde seja usada uma taxa que permita a regeneração do estoque. Caso contrário, vai ocorrer um declínio geral, com uma corrida frenética pelos recursos, que a levará a ruína. Dessa forma deve integrar o custo da poluição aos preços dos produtos, e através de cálculos econômicos se chegou à conclusão de um imposto de 700 euros por tonelada de CO2. Outras soluções mais radicais para o problema do carbono dizem respeito a seu racionamento, através de cotas de emissão de CO2 que não poderiam ser ultrapassadas.

    A palavra-chave dos críticos do crescimento é “relocalização”. Segundo Serge Latouche, a primeira coisa a fazer é desglobalizar, para criar um tecido econômico, social, cultural a nível local, em um espaço razoável, que tenha consistência.
Os críticos também relacionam o mundo sem crescimento com a relação de mudança de tempo, apontando uma vida mais calma e com mais tempo. Em seu livro “Por uma sobriedade feliz”, Patrick Viveret também fala da relação de tempo, apontando a necessidade da pausa e diminuição do ritmo de vida.

    Para os críticos do crescimento um mundo sem crescimento seria uma sociedade livre, com transportes em comum, escola gratuita e outros. A economia teria uma desmercadorização, e a renda criada viria do euro, das moedas locais e dos serviços gratuitos. Segundo eles, um dos pré-requisitos para se mover nessa direção é o de reduzir as desigualdades que existem hoje.

O Ponto de Mutação

Título Original: Mindwalk
Ano: 1990
Direção: Bernt Amadeus Capra
Roteiro: Bernt Amadeus Capra, Floyd Byars, Fritjof Capra
Elenco: Liv Ullmann (Sonia Hoffman), Sam Waterston (Jack Edwards),  John Heard (Thomas Harriman), Ione Skye (Kit Hoffman)
Produtor: Adrianna A.J. Cohen, Robin Holding, Klaus Lintschinger, Stephanie Moore.
Países de Origem: Estados Unidos


    O filme “Ponto de Mutação” foi escrito por Bernt Amadeus Capra e tem como base o livro “O Ponto de Mutação” de seu irmão, o escritor e físico Frijof Capra. Sua mensagem é centrada nos novos paradigmas do século XX, onde o pensamento ecológico (holístico e sistêmico) surge em oposição ao pensamento cartesiano (reducionista).

   O filme proporciona uma reflexão sobre os novos paradigmas através dos dialogos dos três personagens  principais, um ex-político dos EUA (Jack Edwards), um poeta (Thomas Harriman) e uma física norueguesa (Sonia Hoffman). Jake procura seu amigo Thomas na França, a fim de encontrar apoio para sua campanha política para o senado, mas também para se afastar do ambiente político hostil que coloca em risco seus valores. 

    Os dois passeiam pela ilha de Mont St. Michael, na França, discutindo sobre suas filosofias de vida. Encontram Sonia, uma cientista norueguesa que se junta a eles contando suas experiências de vida como física. Os diálogos ficam então concentrados nos aspectos da teoria quântica e do pensamento ecológico, apresentados por Sonia aos dois amigos.

   Sonia explica o pensamento sistêmico, onde a análise de partes isoladas não podem levar a compreensão de como as coisas funcionam, e que essas partes formam um todo indissociável onde tudo está conectado. A partir desse pensamento, que é a base do pensamento ecológico, os personagens passam a discutir outros temas (não só ligados a natureza e a matéria) aplicando esse mesmo princípio em questões como os problemas políticos e sociais, destacando sobretudo como qualquer problema está conectado a diversos fatores internos e externos não podendo ser resolvidos se não forem pensados como parte de um ciclo.

   Outras reflexão importante presente no filme diz respeito ao poder que a ciência sempre teve sobre os destinos da humanidade e como seus princípios e teorias continuam a ser verdade absoluta para a população,  além do fato de que muitas descobertas científicas são usadas de maneira negativa e não ficam sob responsabilidade de seus criadores, e sim dos financiadores. Ainda sobre o campo da ciência, o filme demonstra que todo pensamento difundido no meio científico acaba se expandindo para as outras áreas do conhecimento e da sociedade em si. Foi assim com o pensamento cartesiano e tem sido assim com o pensamento ecológico, através da sustentabilidade hoje difundida em diversas áreas.

   A insistência no pensamento cartesiano e de dominação do homem em relação a natureza são caracterizados no filme como a crise de percepção, que por sua vez impede uma mudança de atitude diante dos problemas globais, enquanto o pensamento ecológico é definido como a nova visão de mundo capaz de trazer a tona as soluções necessárias para esses problemas. A partir do pensamento sistêmico apresentado pela personagem Sonia, os dois amigos, Jack e Thomas, buscam entender como esses princípios podem ser aplicados em suas vidas (políica e poética). O final do filme retoma o homem como parte dessa teia da vida questionando qual o papel de cada um dentro do sistema.

   Os diálogos proporcionam uma reflexão sobretudo com relação à profundidade das relações que compõe tudo que forma a vida, alertando que todas as respostas aos problemas atuais podem se revelar através da compreensão dessas relações.

Filme completo aqui 


(Fonte da imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhddZKjyEUqZpQ5AC4jVnpL-CRSWyjTxUwJl782dqJs2mt2ceOx5C2Pc_ueSepv7Mwlt00kjUwJbeL7Phynqi6RjVvhfRDrSAVSiEbW2J_ZfbzhLUgenTWM_ChsfUSyQP70v6wH44smmp1v/s1600/Ponto+De+Muta%C3%A7%C3%A3o.jpg)