Cidade saudável X Cidade Sustentável – Maria da Purificação Teixeira
(Fichamento feito por Elisete Vidotti)
“Não pode haver
desenvolvimento sem saneamento básico para todos” (página 01). No mundo, as
cidades que apresentam maior grau de desenvolvimento atendem 100% da população
no que diz respeito a água tratada e esgotamento sanitário.
“A carta de Otawa (1987) define
a promoção da saúde como um processo de capacitação da comunidade para atuar na
melhoria da qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior participação no
controle desse processo” (página 01).
“Cidade sustentável como
aquela em que as autoridades políticas e civis; as instituições e organizações,
públicas e privadas; os proprietários, os empresários, trabalhadores e a
sociedade dedicam esforços constantes para melhorar as condições de vida,
trabalho e cultura da população; visando uma relação harmoniosa com o meio
ambiente físico e natural, além de expandirem os recursos comunitários para
melhorar a convivência, desenvolver a solidariedade, a co-gestão e a
democracia” (páginas 01 e 02).
Assim, a Cidade Saudável é
ao mesmo tempo uma Cidade Sustentável.
No Brasil do século XIX, são
os médicos os responsáveis pela saúde na cidade. Já no fim do século XIX, os
engenheiros se preocupam com a saúde da cidade a partir do seu traçado
(conceitos higienistas presentes também na Europa, já em meados do século XIX).
O papel do arquiteto sobre a cidade começa a partir de 1930 (influência de Le
Corbusier com sua arquitetura modernista).
A cidade contemporânea
brasileira é pensada de forma segmentada, o que dificulta sua compreensão e
apreensão num sentido mais amplo. “Desse modo coube aos arquitetos a hegemonia
sobre a cidade, aos engenheiros coube o estudo das redes de infraestrutura e da
sua funcionalidade, aos geógrafos couberam os estudos espaciais, e as
corporações da saúde pública se concentraram sobre os aspectos nosológicos e de
administração e planejamento dos serviços de saúde (Municípios, 1993).
A autora fala em saúde
física, mental e social da cidade.
GEO Cidades. “Em seu estudo
piloto, desenvolvido para a cidade do Rio de Janeiro (2001), conclui que os
principais vetores de pressão sobre o meio ambiente da cidade do Rio de Janeiro
decorrem, diretamente, do processo de urbanização acelerado; característico da
grande maioria das cidades do país e da América Latina e Caribe, nas últimas
décadas, qualificando a ocupação do território como o macrovetor deste processo
de degradação ambiental e, consequentemente, demandando por intervenções
sustentáveis no âmbito do saneamento ambiental” (página 03).
“Entende-se como inadiável
pensar o espaço da cidade não apenas como uma função de morar, trabalhar,
circular e lazer (uma crítica ao movimento modernista), mas também, ampliando
para uma abordagem mais comprometida com a saúde coletiva, como um agente
promotor de saúde pública” (página 04).
“A recente crise no
atendimento das redes públicas de saúde municipal e estadual testemunham de que
não se tem adotado os melhores caminhos no equacionamento da saúde pública e
que as variáveis do planejamento territorial e do saneamento ambiental, aliadas
às práticas já consagradas na saúde pública poderiam oxigenar todos os setores,
trazendo algumas contribuições bastante apropriadas à crise com que se nos
deparamos no setor da saúde pública” (página 7).
“A urbanização desordenada a
acelerada é um macrovetor dos impactos ambientais e atinge direta e
indiretamente as condições edáficas de um ecossistema, configurando inter
relações que comprometem as possíveis alternativas de sustentabilidade para os
processos de uso e ocupação do território. Sob esta ótica, valorando a
abordagem da Cidade Saudável e Sustentável como imperativa estratégica da
Gestão Municipal, sugere-se o desenvolvimento de premissas para o uso e
ocupação, visando um urbanismo ambientalmente correto e sustentável
correlacionadas aos seguintes aspectos do projeto urbanístico: acessibilidade,
evapo-transpiração, conforto térmico da paisagem, segurança geotécnica,
infraestrutura de saneamento básico, salubridade, eletrificação e radiação,
segurança do meio ambiente, tratamento dos cursos d’água, preservação dos
ecossistemas naturais e tratamento dos assentamentos humanos” (página 07).
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