Título Original: La Belle Verte
Ano: 1996
Direção: Coline Serreau
Roteiro: Coline Serreau
Elenco: Catherine Samie (La femme sage)Claire Keim (Sonia)Coline Serreau (Mila)Denis Podalydès (Papapote)Didier Flamand (Homme politique)Francis Perrin (Angry bmw driver)James Thiérrée (Mesaje)Marion Cotillard (Macha)Michel LagueyriePatrick Timsit (Présentateur)Paul Crauchet (Osam)Philippine Leroy-Beaulieu (Florence)Samuel Tasinaje (Mesaul)Vincent Lindon (Max)Yolande Moreau (La boulangère)
Produtor: Alain Sarde
Países de Origem: França
La Belle Verte é um filme de ficção científica francês de 1996. A atriz Coline Serreau que interpreta a personagem principal (Mila), é também a roteirista e diretora do filme. La Belle Verte apresenta um contraste entre a vida em um planeta evoluído que vive o ano 6000 de sua época, e o planeta Terra. Os habitantes deste planeta verde vivem em média 250 anos, possuem poderes telepáticos e se relacionam de forma harmoniosa com a natureza e entre si, vivendo de forma coletiva e trocando seus produtos ou trabalhos uns com os outros. De tempos em tempos alguns habitantes fazem excursões a outros planetas para ajudá-los no processo de evolução. No início todos se negam a vir à Terra (que já não é visitada a 200 anos por eles) pois a consideram um planeta incorrigível.
Uma das extraterrestres, Mila, resolve vir à Terra voluntariamente, por razões pessoais, pois é filha de uma terráquea. Aterrissa em uma Paris caótica e congestionada. Logo começa a perceber o quanto a Terra é “atrasada” em diversos aspectos (obtenção de energia, relacionamento entre as pessoas, relação com a natureza, etc). De uma forma bem humorada, o filme mostra como são invertidos os valores e ideais para os humanos atualmente, destacando principalmente a individualidade, a arrogância, a intolerância, a hipocrisia, a falta de laços sociais profundos, além de problemas corriqueiros como o estresse, a poluição, etc.
Logo que chega a Paris Mila sofre com a poluição da cidade, a comida e o tipo de tratamento das pessoas. Então começa a se questionar sobre coisas que são essenciais no seu planeta e que são desprezadas na Terra. O contato de Mila com os terráqueos faz com eles mudem de atitude, passando a serem verdadeiros e terem comportamentos “estranhos”, provocando uma espécie de liberdade (de pensamento e atitude) ou consciência (de tudo que está ao seu redor, de si mesmo, da natureza, etc). Ao fazer contato com os habitantes de seu planeta usando a água, Mila também altera a energia de diversos ambientes e objetos. Cada vez que anda mais pela cidade se assusta com o comportamento das pessoas e com tudo que vê ao seu redor. Aos poucos consegue interagir com alguns terráqueos e desconectá-los, mudando de forma positiva a frequência de pensamento e atitude deles diante das situações cotidianas.
O filme possui diálogos simples, mas ao mesmo tempo profundos, trazendo uma crítica ao estilo de vida que nós terráqueos temos levado, rodeados de tecnologia, porém de maneira pouco espiritualizada. A forma de vida no planeta de Mila, que apesar de ser aparentemente primitiva é extremamente tecnológica, e o fato dessa tecnologia estar presente no próprio indivíduo proporciona uma reflexão sobre a essência da relação homem/natureza, sobre a dependência da nossa sociedade às tecnologias que criamos, o pouco uso de nosso potencial intelectual, dentre outras questões de natureza ética e cultural.
Assista o filme completo aqui

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